sábado, 28 de março de 2009

Bento Gonçalves/RS

Sobre o Vale dos Vinhedos
Enoturismo*


O Vale dos Vinhedos é uma região de 82 quilômetros quadrados, do qual fazem parte as cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul. Possui um clima subtropical de altitude, com temperaturas que variam de - 4 graus até + 36 graus. É formado por várias propriedades rurais que cultivam a uva como principal atividade do agronegócio, tendo no vinho seu grande produto final.


Entrada da Cidade de Bento Gonçalves/RS

Esses vinhos são produzidos e vendidos em inúmeras cantinas, espalhadas ao longo de toda sua extensão. Dentre as principais cantinas da região estão a Casa Valduga, a Salton, a Miolo, a Chandon, a Famiglia Tasca, a Dal Pizzol, e a Dom Laurindo. Existem outras menores, nem por isso menos charmosas e interessantes, e que valem uma visita.
Esta região hoje concentra a melhor produção de vinhos do Brasil, e tem na FENAVINHO, realizada anualmente em Bento Gonçalves entre os meses de janeiro e fevereiro, seu maior evento.




Para nós, o grande diferencial da Casa Valduga foi o fato de termos encontrado a possibilidade de fazer um curso de degustação de vinhos, além de conhecer todas as instalações dessa conceituada cantina.

Com uma vasta e premiada produção de vinhos, esta Cantina é uma das referências do vinhedo, e é visita obrigatória a quem visita a região.





*Enoturismo é um segmento da atividade turística que se fundamenta na viagem motivada pela apreciação do sabor e aroma dos vinhos e das tradições e tipicidade das localidades que produzem esta bebida.

Para conhecer um pouco mais sobre o Vale dos Vinhedos visite o site: http://www.valedosvinhedos.com.br/.


Diário de Bordo

Em Casa, em pleno Vale dos Vinhedos, a Casa Valduga!

In vino veritas – na labuta e no ardor do suor
Dia 31 de outubro de 2008, sexta-feira. Porto Alegre.


Depois de uma semana intensa e cansativa de trabalho na capital gaúcha, eu e minha esposa, em plenos 32 graus do calor porto-alegrense, transitávamos pela incessante Avenida Borges de Medeiros que não dava trégua a ninguém.

Havíamos saído da prefeitura municipal, na Praça Montevidéo, e tínhamos descoberto que, por força do serviço, teríamos de passar mais uma semana em solo gaúcho.

Achei a situação ótima. Fazia já algum tempo que estava louco pra conhecer a região do Vale dos Vinhedos, no coração do Rio Grande do Sul e, naquele momento, percebi que ali estava a oportunidade. Tratamos de arrumar nossas malas, montar no carro e seguir viagem.

Foram 120 quilômetros até a entrada do Vale. Chegando lá, para nossa surpresa, encontramos uma rodovia estreita que nos faria percorrer os vários cantos dos vinhedos.

A primeira imagem que recordo é deslumbrante. Aquela região, cravada em 82 quilômetros quadrados de terra tinha algo de diferente. E não era somente o clima.

O sol ainda diante de nós, o que se via era uma vista imbatível daquelas primeiras parreiras intermináveis ao longo do horizonte, os contornos verde-oliva que tomavam conta de tudo, e as pequenas curvas que não se cansavam de prosseguir para dentro do desconhecido.

Algumas pessoas dizem que essa região é um pedaço da Itália em nosso solo. Imagino que se trata de um pedaço incomum, diferente, privilegiado de terra e montanhas que nos dá a sensação de estarmos num lugar diferente dos demais.

Após ver o sol cair pelas montanhas, nos dirigimos ao local em que passaríamos todo o final de semana: a Casa Valduga. Na entrada da propriedade, tudo fechado. Será que estávamos no lugar certo? Depois de mais de cinco minutos de suspense, eis que surge alguém responsável pela portaria. Enfim, entramos.




Vista do Vinhedo da Casa Valduga

Vinícola Casa Valduga


As acomodações são confortáveis, com amplo espaço no quarto, mesa para jantar, um pequeno bar, porém a televisão não é tão grande. Mas quem precisa de televisor em um lugar daqueles?

Porém, o melhor do quarto está fora dele, na sacada. Ao abrir a porta você se depara com a vista do vinhedo, com a vista das pequenas montanhas, com o sopro do clima em seu rosto, com uma beleza natural e rústica que só rivaliza com a tranquilidade e com o silêncio confortável do entrar da noite. Rapidamente me apossei de uma das cadeiras, para curtir aquele momento com a paz e a tranqüilidade que só a vida no campo pode proporcionar.




Um dos chalés da Casa Valduga



Fomos interrompidos pelo telefone, uma das únicas duas vezes que o ouvi tocar durante todo aquele final de semana. Ligavam da recepção, perguntando qual seria nossa escolha para o jantar. Não entendi de início, mas logo a pessoa que estava do outro lado da linha me esclarecera que havia um cardápio no criado-mudo e que deveríamos confirmar nossa presença no jantar.

O cardápio apresentava-se da seguinte forma: Antipasto (salada de folhas, presunto Parma, alcachofra e tomate); Primo Piato (Risoto de abobrinha e provolone); Secondo Prato (Entrecôte grelhado com guarnição de maionese com batata); Dessert (Bavarese de coco, coulis de morango e cerejas em calda).

Ao chegarmos, uma grata surpresa. Tocava música italiana, um dueto entre Laura Pausini e Andrea Bocelli, havia uma taça de Espumante Moscatel a nossa espera, e o jantar era servido à luz de velas. Você acaba ficando mal acostumado.

No sábado tivemos uma agenda mais incrementada ainda. Já no café da manhã, tivemos o prazer de, ao chegar, sermos recepcionados por um pianista, que tocava Wave, do Tom Jobim. Algo para não se esquecer. Mas também é preciso dizer que eles servem uma geléia de framboesa que vai deixar saudade.

Em seguida iniciamos o nosso curso de degustação de vinhos. Iniciamos com um vídeo sobre a história da vinícula, fundada em 1875. Depois, fizemos uma detalhada visita em seus setores de produção e armazenamento.

Algo que por mais que eu descreva, não terá o mesmo efeito. Por último, fomos para a tal degustação, e pudemos conhecer ao menos 8 vinhos da casa, aprofundar um pouco os nossos conhecimentos e ainda tivemos a oportunidade de conhecer pessoas bem interessantes, o qual tivemos o prazer de almoçar juntos mais tarde.




A fermentação do vinho é feita nestas barricas de carvalho




A partir daí, pudemos percorrer todo o vinhedo; visitamos a Casa de Madeira, um local em que são vendidas geléias, sucos, tudo da produção local e que também é parada obrigatória. Outra coisa que chama a atenção é que as inúmeras cantinas espalhadas pelo vinhedo possuem degustações de vinho bem variadas e interessantes. Só há um porém: elas fecham no final da tarde, portanto, o ideal é acordar cedo e percorrer as propriedades ao longo do dia.

Depois, seguimos em direção ao centro de Bento Gonçalves, que é repleto de lojas, calçadão, e muita gente. Um comércio que não deixa nada a desejar. E, andando pela cidade, também participarmos de uma feira de tecnologia e meio ambiente no mesmo pavilhão de exposições que acontece a FENAVINHO.

Sim, Bento Gonçalves não é somente a casa dos vinhos. Possui o maior índice de desenvolvimento humano do Rio Grande do Sul, um alto PIB, além de uma formação cultural e educacional das mais elevadas.

Ainda tivemos a oportunidade de aproveitar o domingo, antes de retornarmos. Foi um final de semana extremamente agradável, um passeio que ficará em nossa memória pra sempre. Quem tiver a oportunidade de viajar para lá, com certeza terá um dos maiores prazeres e encanto da vida.

Escrito por Alberto Granato


Para conhecer um pouco mais sobre a Casa Valduga visite o site: http://www.casavalduga.com.br/.


Até a próxima viagem...!!!

Fotos tirada por Vanessa Carvalho

quarta-feira, 18 de março de 2009

Viagens pelo Brasil e América do Sul

Meu nome é Vanessa. Trabalho com meu marido em uma empresa de Educação e Treinamentos em áreas diversas. Gosto muito do que faço, mas o mais interessante de nosso trabalho é poder realizar serviços em várias cidades do Brasil.

Só no ano passado (2008) percorremos 8 estados o que totalizou quase 100 mil km de viagens. A maioria delas de carro. E porque de carro? Porque só de carro conseguimos conhecer lugares diferentes. Se fôssemos de avião iríamos apenas às cidades específicas onde realizamos os serviços, e não seria possível conhecer os lugares que conhecemos ao redor e no caminho para as mesmas.
Em 2010, a maioria das viagens foram feitas de avião. Viajar de carro é bom como descrevi no parágrafo acima, mas a rapidez e a praticidade do avião faz com que a viagem seja menos cansativa e mais agradável, já que algumas são a trabalho, e outras um refugio para descanso.

Algumas cidades que conhecemos em 2008, e que colocarei fotos e dicas aqui no blog sobre hotéis, restaurantes e passeios:
Em São Paulo: Agudos, Bauru, Campinas, Campos do Jordão, Caraguatatuba, Guarujá, Ilhabela, Mairiporã, Ribeirão Preto, Riviera de São Lourenço/Bertioga, Santos, Santo Antonio do Pinhal, São Sebastião, São Paulo, São José dos Campos, Sertãozinho, Taubaté, Ubatuba.
No Rio de Janeiro: Arraial do Cabo, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Macaé, Morro do Coco, Parati, Rio de Janeiro, Resende, Rio das Ostras.
Em Minas Gerais: Belo Horizonte, Betim, Itabira, Varginha.
No Espírito Santo: Cachoeiro de Itapemirim, Guarapari, Iconha, Meaípe, Serra, Vila Velha, Vitória.
No Rio Grande do Sul: Bento Gonçalves, Canela, Caxias do Sul, Gramado, Nova Petrópolis, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Vacaria.
Em Santa Catarina: Florianópolis, Garopaba, Joinville, Lages.
No Paraná: Curitiba, Jacarezinho, Mafra, Santo Antonio da Platina.

Algumas Fotos:
Ubatuba/SP - Praia Grande


Campos do Jordão/SP - Parque dos Lagos

Rio de Janeiro/RJ - Hotel Copacabana Palace

Bento Gonçalves/RS - Casa Valduga


Cabo Frio/RJ - Praia das Dunas

Guarapari/ES - Praia dos Namorados

Salvador/BA
1. foto: Praia do Farol, 2. foto: Pelourinho, 3. foto: Vista do Elevador Lacerda


Algumas cidades que conhecemos e retornamos em 2009:
Na Bahia: Arraial D’ Ajuda, Barreiras, Brejinho da Serra Negra, Camaçari, Cristópolis, Feira de Santana, Ibotirama, Itaberaba, Itabuna, Lauro de Freitas, Lençóis, Porto Seguro, Praia do Espelho, Salvador, Santo Estevão, São Desidério, Seabra, Trancoso.
Em São Paulo: Bauru, Campinas, São Luis do Paraitinga, São José dos Campos, São Paulo, Ubatuba.
No Rio Grande do Sul: Nova Petrópolis, Porto Alegre, Vacaria.
No Paraná: Curitiba.
No Espírito Santo: Cachoeiro do Itapemirim, Vila Velha, Vitória.
No Rio de Janeiro: Itatiaia, Parati, Rio de Janeiro.


Itatiaia/RJ - Parque Nacional de Itatiaia - Cachoeira Véu da Noiva


Algumas cidades que conhecemos e retornamos em 2010:
Na Argentina: Buenos Aires.
Na Bahia: Salvador.
Em Minas Gerais: Poços de Caldas.
Em Pernambuco: Porto de Galinhas, Recife, Olinda.
No Rio de Janeiro: Parati.
Em São Paulo: Bauru, Campinas, Campos do Jordão, São José dos Campos, São Paulo, Taubaté, Ubatuba.
No Uruguay: Montevideo.

Obelisco em Buenos Aires
Praia de los Pocitos em Montevideo
Em 2011:

Na Bahia: Salvador.
No Ceará: Fortaleza.
No Chile: Santiago.


Santiago - Chile


Vista Cordilheira dos Andes - Chile

No Mato Grosso do Sul: Campo Grande.
Em Minas Gerais: Belo Horizonte, Poços de Caldas, Pouso Alegre, Ouro Fino.

Entrada da Cidade de Ouro Fino/MG - Menino da Porteira

No Paraná: Curitiba, Ponta Grossa.
No Rio de Janeiro: Angra dos Reis, Barra Mansa, Parati.
Em São Paulo: Araçatuba, Bauru, Campinas, Campos do Jordão, Marília, Mogi Mirim, São José dos Campos, São Paulo, Ubatuba.


Em 2012:
Em São Paulo: Bauru, Campinas, Campos do Jordão, Santo Antônio do Pinhal, São José dos Campos,  São Paulo, Ubatuba.
No Rio Grande do Sul: Bento Gonçalves, Cambará do Sul, Canela, Gramado, Nova Petrópolis, Porto Alegre.


Em 2013:
Em São Paulo: Bauru, Brotas, Campinas, São José dos Campos,  São Paulo, Ubatuba.  
Em Minas Gerais: Carrancas, Congonhal, Gonçalves, Lavras, Poços de Caldas, Pouso Alegre, Tiradentes. 
Na Paraíba: Conde, João Pessoa. 
Em Pernambuco: Cabo de Santo Agostinho. 
No Rio de Janeiro: Itaguaí, Rio de Janeiro, Seropédica. 
No Rio Grande do Norte: Natal.


Em 2014:
Em São Paulo: Bauru, Campinas, Campos do Jordão, Caraguatatuba, São José dos Campos,  São Paulo, Ubatuba. 
No Distrito Federal: Brasília.
Em Minas Gerais: Belo Horizonte, Uberlândia.
Em Goiás: Goiânia.
No Piauí: Teresina.
No Maranhão: São Luís.
No Pará: Belém.



Em 2015:
Na Argentina: Punto Iguazú. 
Em São Paulo: Bauru, Campinas, Campos do Jordão, Caraguatatuba, Santa Branca, Santos, São Francisco Xavier, São José dos Campos,  São Paulo, São Sebastião, Taubaté, Ubatuba.
No Paraná: Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, São José dos Pinhais.



Em 2016:
Na Argentina: Punto Iguazú. 
No Paraguai: Ciudad del Este (Cidade do Leste).
Em São Paulo: Aparecida, Bauru, Campinas, Caraguatatuba, São José dos Campos,  São Paulo, Taubaté, Ubatuba.
No Paraná: Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá.
No Rio de Janeiro: Petrópolis.



Fotos tirada por Vanessa Carvalho